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A revista Veja, desde sua criação em 1968 até hoje, é uma publicação polêmica. Aposta e menina dos olhos da editora Abril, a revista era um projeto ambicioso e sem precedentes no Brasil, um semanário nos moldes das americanas Times e Newsweek. Ainda estava tentando acertar o tom de suas reportagens e textos, quando a ditadura militar estabeleceu a censura dentro das redações da imprensa.
O livro Veja sob censura 1968 – 1976 é uma verdadeira aula de jornalismo. A autora, a jornalista e historiadora Maria Fernanda Lopes Almeida, realizou um profundo trabalho de pesquisa, entrevistando desde Roberto Civita, Mino Carta, primeiro diretor de redação, até os jornalistas que nela trabalharam, como Luis Nassif, Tão Gomes Pinto, Hermano Henning, José Roberto Guzzo entre vários outros que recuperam o clima da redação no período. Conta como se faziam as pautas, como surgiram as páginas amarelas.
A trajetória da revista Veja é uma história de superação, feita através do idealismo de seus diretores, redatores e fotógrafos. A autora descreve, com uma linguagem envolvente, o nascimento e evolução de um sonho. Com entusiasmo e bons profissionais, a revista começava a descobrir seu caráter nacional através da cobertura política, quando a censura passou a controlar os meios de comunicação. Primeiro com bilhetinhos e telefonemas proibindo certos assuntos até chegar à repressão total. Muitas vezes, os diretores da revista eram chamados a Brasília para responder questionários intimidantes e repetitivos.
A mítica e odiada figura do censor, um funcionário publico concursado, era uma sombra que habitava a redação e de caneta em punho vetava a maioria das matérias, desde as políticas e econômicas, até as de arte e saúde. Várias vezes redatores deram um jeito de burlar a ignorância da censura, mas era preciso ser muito esperto.
Veja sob censura 1968 – 1976 traz as laudas censuradas e carimbadas, as famosas reportagens sobre as mortes de Zuzu Angel e Vladimir Herzog, as sinalizações que a revista utilizava para mostrar aos leitores que os trechos foram vetados. Recursos como imagens de anjos e demônios, a arvorezinha da Abril e espaços em branco. Era a luta pela sobrevivência da revista.
Na comemoração dos 40 anos da revista Veja, este livro é um verdadeiro documento histórico, que citando o prefácio de José Gregori, sintetiza o Brasil da época. E mostra que a democracia se constrói. Mas também se destrói quando se perde a independência e a liberdade de expressão.
Nome
VEJA ESPECIAL: SOB CENSURA 1968-1976
CodBarra
9788589894630
Segmento
Humanidades
Encadernação
Brochura
Idioma
Português
Data Lançamento
Páginas
352
Peso
580,00
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