Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade..
Ícone do carnaval carioca, este ensaio biográfico da superpremiada Rosa Magalhães engloba também um documentário produzido pelo Centro de Tecnologia Educacional da UERJ (CTE) e pelo Acervo do Samba UERJ. Na obra o público é apresentado às diversas facetas desse buquê, revelando a pintora, a cenógrafa, a figurinista e a carnavalesca oito vezes campeã dos desfiles das escolas de samba do Rio.
Ilustrado por desenhos da própria Rosa, além de fotos e documentos inéditos, nada escapa ao relato. A infância e a adolescência nos “anos dourados de Copacabana”, a passagem pela Escola de Belas Artes (EBA) nos “anos de chumbo” da ditadura, o aprendizado com mestre Pamplona no GRES Acadêmicos do Salgueiro, os 50 anos nos barracões do samba, a fértil carreira na cena teatral – iniciada em 1973 com a censurada peça “Calabar”, de Chico Buarque e Ruy Guerra –, os meandros da vida afetiva, bem como a concepção de megaespetáculos esportivos, como o PAN 2007 e a Olimpíada Rio 2016.
Filha do acadêmico cearense Raymundo Magalhães Jr. e da dramaturga paulista Lucia Benedetti, de quem herdou a pródiga fabulação e dramaticidade, a artista representa um dos mais fecundos encontros da cultura letrada com a arte popular em nosso país. Nos enredos “rocambolescos e dramáticos”, veem-se as rendas e o artesanato nordestino, ou a fauna e a flora do Brasil, ao lado de gravuras de Frans Post, Debret e Portinari, ou de ensaios de Montaigne e Sérgio Buarque de Holanda. Barroco, moderno e pós-moderno, o imaginário da moça prosa acolhe uma profusão de signos, “do Super-Homem ao anjinho”.
O autor, Luiz Ricardo Leitão, demonstra como o interesse pela pesquisa e a sedução pelo cinema e pela ficção científica, assim como as viagens que empreendeu pelos dois hemisférios com apoio do pai, estimularam Rosa a promover enlaces entre vários mundos. Em suas sinopses, vai-se do México ao Brasil e à Tailândia (“O ti-ti-ti do sapoti”, Estácio de Sá, 1987), camelos africanos desembarcam no Ceará do brioso jegue sertanejo (Imperatriz, 1995) e o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen visita o Sítio do Pica-pau Amarelo em terras paulistas (Imperatriz, 2005). Amante de barcos e navegações, a narradora é uma cronista de viagem – “de repente, de lá para cá; e dirrepente, de cá para lá” (Portela, 2018).
O livro conta ainda com a apresentação da museóloga Maria Luiza Newlands e da atriz Zeni Pamplona, além de posfácio escrito por Leonardo Bora, carnavalesco e professor da UFRJ.
Nome
ROSA MAGALHÃES: A MOÇA PROSA DA AVENIDA
CodBarra
9788585954901
Segmento
Literatura e Ficção
Encadernação
Capa dura
Idioma
Português
Data Lançamento
22/02/2025
Páginas
560
Peso
575,00
Aviso de Cookies
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.