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A Constituição de 1988 afirma que “a casa é asilo inviolável do indivíduo” e considera crime a entrada na residência de uma pessoa sem sua permissão, exceto em três casos: quando houver um desastre, se um flagrante delito estiver acontecendo no domicílio, ou se for dada uma ordem judicial para isso. Nas favelas do Rio de Janeiro, contudo, a Constituição tem sido brutalmente afrontada por policiais. Há anos, eles adentram as casas, sem autorização dos donos, às vezes cometendo furtos, como relata Armando Antenore, que reuniu o depoimento chocante de cinco pessoas que tiveram sua privacidade violada por PMs (Chame o ladrão).
Na Amazônia, os korubos estão entre os indígenas mais temidos. Grande parte deles vive isolada, sem relações com a sociedade, mas em 2019 a Funai decidiu contatá-los, ao saber que corriam risco de morte. Uma expedição foi organizada pelo indigenista Bruno Pereira (assassinado em 2022) e filmada pelo diretor Bruno Jorge – que registrou toda a empreitada no documentário A invenção do outro. Elogiado e premiado, o filme teve, porém, sua circulação proibida pela Justiça, a pedido da Funai. Bernardo Esteves investiga as razões dessa decisão polêmica (A suspensão do outro).
O ano de 2024 foi um tempo extraordinário para os torcedores do Botafogo: o time arrebatou a faixa de campeão do Brasileirão e da Libertadores da América, depois de atravessar um longo deserto. João Moreira Salles reconta a trajetória da equipe rumo à glória e reflete sobre o destino de uma torcida que, acostumada com o fracasso, lida agora com o triunfo inesperado (Nós, tão iguais e agora tão diferentes).
Por quase quatro décadas, o diplomata Lauro Escorel guardou as cartas que seu filho de 18 anos lhe enviou no fatídico ano de 1964. Nas mensagens, o jovem contava de seus projetos, como levar adiante uma carreira no cinema, e também dos eventos sinistros que se seguiram ao golpe militar. “No momento estamos vivendo sob um regime de terror, com os amigos fugidos, escondidos por estarem sendo caçados pela polícia”, escreve o rapaz em 9 de abril. O crítico e diretor de cinema Eduardo Escorel fez para a piauí uma seleta dessas cartas que registram, na síntese de um ano, os entusiasmos, impasses e decepções de toda uma geração (1964, do Rio para Roma).
Leia também: . Fernando de Barros e Silva comenta sobre os desafios do remake da novela Vale tudo, depois de a elite brasileira ter firmado um pacto com o diabo (Yes, nós temos banana). . Anne Applebaum descreve como o misticismo anticientífico está impulsionando as autocracias em todo o mundo (O novo obscurantismo). . Na série O Complexo, Allan de Abreu conta por que os processos contra o SUS aumentam a cada dia na Justiça (No banco dos réus). . Consuelo Dieguez escreve sobre o legado do presidente Jimmy Carter, que morreu em dezembro passado (O antípoda de Trump). . Alejandro Chacoff reflete sobre o fascínio exercido pelos ultrarricos em livros e séries, como Succession (Assistindo ao luxo) . E ainda: um questionário incômodo do escritor suíço Max Frisch, a ficção de Evandro Cruz e Silva e a poesia de Felipe Franco Munhoz. Boa leitura!
Alcino Leite Neto Editor executivo
Nome
PIAUI #221
CodBarra
977198017500200221
Segmento
Humanidades
Encadernação
Brochura
Idioma
Português
Data Lançamento
06/02/2025
Páginas
100
Peso
200,00
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