Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade..
Há livros que são pórticos, e este é um deles. Quem abre Pessoa revisitado está a entrar no universo pessoano por um dos mais notáveis limiares, e vai ficar preso nesse universo durante muitos anos. As considerações de índole nietzschiana “pouco ou nada intempestivas” dos grandes ensaístas – e Eduardo Lourenço é o maior da língua portuguesa – ficam guardadas na memória e acompanham a (re)leitura dos grandes autores. “Não temos nem queremos outro guia que o próprio Pessoa”, escreve Lourenço, que no entanto não desiste, e ainda bem, da exegese poética. Depois de se ler este ensaísta, brilham com outra luz as negações pessoanas e o suposto niilismo do autor da “Tabacaria”, ficam iluminados Alberto Caeir o, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, e ainda o Fausto ou o Livro do desassossego. Lourenço sempre se interessou pelas “audácias fictícias de Eros” (de um Eros “extático”), pelo lugar de Whitman na obra pessoana, pelo anúncio de um “Supra-Camões” e por outras “mensagens”. Lembro-me de ler Pessoa revisitado como quem descobre algumas chaves da poesia moderna. Pessoa, afirma Lourenço, “é no mais simples sentido da expressão um marginal, um habitante do deserto que cresce quando as ilusões que permitem viver naufragam”. Lourenço oferece-nos uma visão de Pessoa que em quase nenhum outro crítico é tão plena.
Nome
PESSOA REVISITADO
CodBarra
9788565500340
Segmento
Humanidades
Encadernação
Capa dura
Idioma
Português
Data Lançamento
Páginas
272
Peso
455,00
Aviso de Cookies
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.