Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade..
A trajetória de Marcílio Marques Moreira, do alto de seus 92 anos, envolve múltiplas faces, todas embebidas no algodão do humanismo e da temperança. Filho de cônsul, o menino que cresceu em meio aos horrores da Segunda Guerra, em plena Áustria, aprendeu cedo a repudiar arroubos autoritários.
Alfabetizado em alemão gótico, recebeu lições de português da grande escritora Clarice Lispector, que também estava à época residindo na Europa. No território convulsionado, presa à cama por um reumatismo articular agudo, a criança tomaria gosto eterno pelas letras.
De volta ao Brasil, os genes diplomáticos herdados do pai, Mário Moreira da Silva, que fora em 1955 Diretor do Conselho Federal do Comércio Exterior, mostraram-se dominantes. Do curso do Instituto Rio Branco – que concluiu como o primeiro aluno da turma –, partiu, em 1954, para o cargo de terceiro secretário na Divisão Econômica do Itamaraty. Três anos depois, passou a exercer o mesmo posto em Washington, período em que participou de complexas rodadas de conversações com o Fundo Monetário Nacional (FMI). E integrou a equipe do ministro da Fazenda do presidente João Goulart, San Tiago Dantas, quando o acompanhou em reunião nos EUA com o chefe da Casa Branca, John Kennedy.
Em 1968, no então estado da Guanabara, presidiu a Companhia de Desenvolvimento das Comunidades (Codesco) e tentou implementar um programa pioneiro no País, motivo de muito orgulho para Marcílio: o planejamento de favelas, segundo o ponto de vista de seus próprios moradores.
O projeto-piloto foi desenvolvido em Brás de Pina. No entanto, por injunções políticas, não seguiu adiante. O companheiro de Maria Luiza, desde 1956, e pai de Maria Teresa, Ana Luiza e Rosa Amélia, migrou, então, à inciativa privada, onde permaneceria ao longo de 18 anos na vice-presidência do Unibanco.
Em 1986, ascendeu ao alto posto de nosso embaixador em Washington. Entre negociações em torno da moratória e do contencioso relativo às áreas de informática, patentes farmacêuticas e propriedade intelectual, estreitou contatos com representantes dos direitos humanos, indígenas, ambientais e das mulheres. E, assim, desempenhou um importante papel para o reposicionamento da imagem do Brasil, em pleno processo de redemocratização.
Cinco anos depois, assumiu a pasta da Economia na Presidência de Fernando Collor, na qual defendeu as práticas do social-liberalismo, no leme do descongelamento de preços e da renegociação da dívida externa. Suas notórias habilidades de articulação foram decisivas, num momento político e institucional difícil do País, para garantir a governabilidade ameaçada.
Nesse livro, Marcílio reconstrói sua brilhante e intensa jornada até aqui, sob a perspectiva da construção sustentável de um Brasil mais igualitário, ético e soberano no cenário global.
Nome
O SOCIAL COMO ELIXIR
CodBarra
9788598831398
Segmento
Literatura e Ficção
Encadernação
Brochura
Idioma
Português
Data Lançamento
21/11/2024
Páginas
492
Peso
844,00
Aviso de Cookies
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.