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"Podemos certamente escrever sem nos perguntarmos por que escrevemos. Um escritor que observa sua pena traçar palavras tem ele próprio o direito de suspendê-la para lhe dizer: Pare! o que você sabe sobre si mesma? com que propósito avança? Por que não vê que sua tinta não deixa rastros, que você avança livremente, mas no vazio, que se não encontra obstáculo é porque nunca deixou seu ponto de partida? E no entanto você escreve: escreve continuamente, descobrindo-me o que lhe dito e me revelando o que sei; os outros, ao lerem, enriquecem-na do que tomam de você e lhe dão o que você lhes ensina. Agora, o que você não fez, você fez; o que você não escreveu está escrito: você está condenada ao inapagável. Admitamos que a literatura começa no momento em que a literatura se torna uma questão. Essa questão não se confunde com as dúvidas ou os escrúpulos do escritor. Se acontece a este se interrogar ao escrever, isso é lá com ele; que esteja absorvido pelo que escreve e indiferente à possibilidade de escrevê-lo, que inclusive não pense em nada, é seu direito e é sua felicidade. Mas isto permanece: uma vez a página escrita, está presente nessa página a questão que, talvez à sua revelia, não cessou de interrogar o escritor enquanto escrevia; e agora, no seio da obra, esperando a aproximação de um leitor – não importa que leitor, profundo ou fútil – repousa silenciosamente a mesma interrogação, endereçada à linguagem, por trás do ser humano que escreve e lê, por meio da linguagem tornada literatura." Maurice Blanchot
Nome
DE KAFKA A KAFKA
CodBarra
9786587529455
Segmento
Humanidades
Encadernação
Brochura
Idioma
Português
Data Lançamento
15/05/2024
Páginas
256
Peso
320,00
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