Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossa política de privacidade. Política de Privacidade..
Flor do asfalto percorre vida e obra de Claudia desde seu nascimento em São Paulo, em 1955, visitando o período em que ela frequentou os palcos e inferninhos da cidade, nos últimos anos da ditadura militar, e viaja também para a Europa, onde a artista passou algumas temporadas. Sets de cinema, a redação da revista G Magazine e a própria capital paulistana são outros cenários por onde Claudia desfila ao narrar sua história. Organizado a partir de entrevistas concedidas a Dácio Pinheiro, o livro nasce do encontro do cineasta com Claudia, que resultaria no primeiro longa-metragem de Dácio, Meu amigo Claudia. Em tom intimista, os depoimentos inéditos em Flor do asfalto revelam ao leitor que nem tudo foram flores na vida da artista e ativista.
Ilustrado com fotos e recortes de jornal, além de outras raridades do acervo pessoal de Claudia, o livro reúne uma memorabilia que reflete a personalidade multifacetada de sua biografada. Flor do asfalto traz ainda textos como uma apresentação de Dácio Pinheiro, prefácio da escritora travesti Amara Moira e posfácio do jornalista e amigo das últimas horas de Claudia, Neto Lucon. Além das memórias de escritores e artistas que conviveram com ela, o livro conta com uma crônica de Caio Fernando Abreu e poemas de Glauco Mattoso dedicados a ela.
Algo fortuito e inesperado, resistente e frágil: assim é a flor do asfalto, imagem cara à própria Claudia, como ela mesma revela. A flor rebenta no meio do concreto, entre rachaduras, enfrentando o cimento de má qualidade. Embora suas condições de vida sejam adversas, lá está ela. Como escreveu Carlos Drummond de Andrade: “É feia. Mas é uma flor”.
Sábia e generosa, Claudia também tinha suas complexidades e idiossincrasias: um ser humano complexo como as próprias flores. E, se nessa flor há algo de maravilhoso no sentido original do termo, algo assombroso e notório — wonderful, em inglês —, é sua coragem. Claudia questionava o Brasil fálico e violento sob a intolerância do regime militar, chutando o senso comum ao som virulento da guitarra, berrando poesia punk e quase literalmente chacoalhando o público ao fazer uma performance numa banheira cheia de groselha no clube Madame Satã, em clara alusão ao sangue e à devastação causada pelo HIV.
Onde quer que fosse, Claudia incitava, ora delicada, ora brutalmente, as pessoas a se transformarem e a terem coragem. Como se o seu público também pudesse ousar e brotar no meio da poluição; resistir, sim, mas simplesmente existir tal como se é, com a ternura própria dos seres vivos fortes, no asfalto de uma cidade que nunca escondeu sua aversão à natureza… e às flores. E, se uma dessas flores do asfalto cresceu em condições adversas, tudo indica que continuará a crescer na atualidade.
Nome
CLAUDIA WONDER, FLOR DO ASFALTO
CodBarra
9786585960236
Segmento
Literatura e Ficção
Encadernação
Brochura
Idioma
Português
Data Lançamento
06/02/2025
Páginas
212
Peso
196,00
Aviso de Cookies
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.