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Os traços de Pierre-Henry Gomont nos levam ao Portugal da década de 1930. A capital Lisboa vivencia a ascensão da ditadura salazarista, no verão de julho de 1938. Em uma cidade que sofre com uma enorme onda de calor, Pereira é um jornalista idoso, viúvo, obeso, com o coração partido e atormentado. Por mais de três décadas, Pereira escreve, todos os dias, a página de cultura de um jornal conservador. No meio de uma vida sonolenta, conhece um certo Francisco Monteiro Rossi. De forma inesperada, Pereira o contrata.
O jovem freelancer, em vez de escrever o obituário da forma que Pereira tinha ordenado, tece elogios, tão eloquentes quanto inéditos, a Lorca ou Maiakovski, conhecidos inimigos do regime fascista. Mais inesperadamente ainda, Pereira não demite o perigoso colaborador. Pouco a pouco, vai tornando-se amigo dele. Também se aproxima de sua misteriosa e bela companheira, que se revela uma fervorosa combatente revolucionária a serviço dos republicanos espanhóis.
Afirma Pereira é uma obra emblemática de resistência ao totalitarismo e à censura. É quando um homem decide lutar com a caneta em punho!
“Afirma Pereira é um romance existencial decididamente otimista.”